A rua passou por mim, distraido comtemplava o teu pedido
onde poderia descobrir o que mais tu necessitavas, complicado
fosse talvez a minha inepcia em questionar o que de mim era exigido.
A velha porta convidou-me a ter a audacia de entrar, por entre flores
a procura iniciou-se, mas as gordas maos da senhora do balcao
eram a desculpa que a minha distracao necessitava. A escolha foi feito ao acaso
mas a destreza das gordas maos,nas timidas e delicadas flores, voltaram
a ser o foco da minha atencao.
Por momentos senti-me inseguro na presenca da velha senhora,
ela como prova viva que o tempo e inclemente, risonha em fotos de outrora
agora e apenas um grandioso fardo de negro, vestido de simpatica
nostalgia obesa e conformada. O cinzel de cronos por mim ainda poucas marcas deixou
mas sei que chegara o dia em que que nao serei mas que reflexo de recordacao.
A saida da loja, a calcada lavada de calor recebeu-me como lembrete
desse meu absentismo, como dar uma cabal resposta a tua inquiricao.
Sentada no sofa da nossa exigua sala, quises-te saber porque nos amava-mos,
Eu com toda a clareza respondi...
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